CHE VUOI?
- Claudemir Arruda Filho
- 25 de mar.
- 1 min de leitura
Nem todo problema é um sintoma!
E nem todo sintoma é, de fato, um problema.
No tratamento psicanalítico, especialmente a partir de S.Ferenczi, o sintoma pode ser compreendido como uma tentativa do sujeito de se organizar diante de algo que excede sua capacidade de elaboração. Ele não surge por acaso, é uma resposta possível.
Muitas vezes, aquilo que aparece como sofrimento é também uma solução. Uma forma encontrada, ainda que precária, de sustentar a própria existência psíquica, de dar algum contorno ao indizível.
Há um hábito comum de pensar o sintoma como algo a ser eliminado. Mas, ao fazer isso, corre-se o risco de silenciar justamente aquilo que está tentando se expressar.
O sintoma é linguagem. É marca de um processo. É o ponto onde algo da história insiste em falar.
Antes de ser removido, ele precisa ser escutado.
Talvez, mais do que um obstáculo, o sintoma seja um passo anterior na direção de uma possível transformação...
O quê o teu sintoma/problema, quer falar?
Agende uma entrevista!



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